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Educação a distância: O foco da aprendizagem é a busca pela informação significativa

Alunos, professores, a escola e a comunidade se beneficiam. Atualmente, a maior parte das teses e dos artigos apresentados em congressos está publicada na Internet. O estar no virtual não é garantia de qualidade (esse é um problema que dificulta a escolha), mas amplia imensamente as condições de aprender, de acesso, de intercâmbio, de atualização. Tanta informação dá trabalho e nos deixa ansiosos e confusos. Mas é muito melhor do que acontecia antes da Internet, quando só uns poucos privilegiados podiam viajar para o exterior e pesquisar nas grandes bibliotecas especializadas das melhores universidades. Hoje podemos fazer praticamente o mesmo sem sair de casa.

A matéria prima da aprendizagem é a informação organizada, significativa: a informação transformada em conhecimento. A escola pesquisa a informação pronta, já consolidada e a informação em movimento, em transformação, que vai surgindo da interação, de novos fatos, experiências, práticas, contextos. Existem áreas com bastante estabilidade informativa: fatos do passado, que só se modificam diante de alguma nova evidência. E existem áreas, mais ligadas ao cotidiano, que são altamente susceptíveis de mudança, de novas interpretações.

As tecnologias nos ajudam a encontrar o que está consolidado e a organizar o que está confuso, caótico, disperso. Por isso é tão importante dominar ferramentas de busca da informação e saber interpretar o que se escolhe, adaptá-lo ao contexto pessoal e regional e situar cada informação dentro do universo de referências pessoais.

Muitos se satisfazem com os primeiros resultados de uma pesquisa. Pensam que basta ler para compreender. A pesquisa é um primeiro passo para entender, comparar, escolher, avaliar, contextualizar, aplicar de alguma forma. Cada vez temos mais informação e não necessariamente mais conhecimento. Quanto mais fácil é achar o que queremos, mais tendemos a acomodar-nos na preguiça dos primeiros resultados, na leitura superficial de alguns tópicos, na dispersão das muitas janelas que abrimos simultaneamente.

A variedade de informações sobre qualquer assunto, num primeiro momento, fascina, mas, ao mesmo tempo, traz inúmeros novos problemas: O que pesquisar? O que vale a pena acessar? Como avaliar o que tem valor e o que deve ser descartado?. Essa facilidade costuma favorecer a preguiça do aluno, a busca do resultado pronto, fácil, imediato, chegando até à apropriação do texto do outro. Além da facilidade de “copiar e colar”, muitos alunos costumam ler só algumas frases mais importantes e algumas palavras selecionadas, dificilmente leem textos completos.

Jakob NIELSEN (2003) constou que 79% dos usuários de Internet sempre leem palavras ou trechos escolhidos, através de títulos atrativos, enquanto somente 16 % se detêm na leitura do texto completo. Na França: 85% dos alunos de ensino fundamental (8º ano) se contentam com os resultados trazidos pelo primeiro site de busca consultado e somente leem rapidamente os primeiros três resultados trazidos. Isto quer dizer que a maior parte dos alunos procura o que é mais fácil, o imediato e o lê de forma fragmentada, superficial. E quanto mais possibilidades de informação, mais rapidamente tendemos a navegar, a ler pedaços de informação, a passear por muitas telas de forma superficial.

Hoje consumimos muita informação. Não significa que conheçamos mais e que tenhamos mais sabedoria – que é o conhecimento vivenciado com ética, praticado. Pela educação de qualidade avançamos mais rapidamente da informação para o conhecimento e pela aprendizagem continuada e profunda chegamos à sabedoria.

O foco da aprendizagem é a busca da informação significativa, da pesquisa, o desenvolvimento de projetos e não predominantemente a transmissão de conteúdos específicos. As aulas se estruturam em projetos e em conteúdos. A Internet está se tornando uma mídia fundamental para a pesquisa. O acesso instantâneo a portais de busca, a disponibilização de artigos ordenados por palavras-chave facilitaram em muito o acesso às informações necessárias. Nunca como até agora professores, alunos e todos os cidadãos possuíram a riqueza, variedade e acessibilidade de milhões de páginas WEB e de bases de dados, de qualquer lugar, a qualquer momento e, em geral, de forma gratuita.

O educador continua sendo importante, não como informador nem como papagaio repetidor de informações prontas, mas como mediador e organizador de processos. O professor é um pesquisador – junto com os alunos – e articulador de aprendizagens ativas, um conselheiro de pessoas diferentes, um avaliador dos resultados. O papel dele é mais nobre, menos repetitivo e mais criativo do que na escola convencional.

Os professores podem ajudar os alunos incentivando-os a saber perguntar, a enfocar questões importantes, a ter critérios na escolha de informações digitais, de avaliação de páginas web, a comparar textos com visões diferentes. Os professores podem focar mais a pesquisa do que dar respostas prontas. Podem propor temas interessantes e caminhar dos níveis mais simples de investigação para os mais complexos; das páginas mais fáceis e estimulantes para as mais abstratas; dos vídeos e narrativas impactantes para os contextos mais abrangentes e assim ajudar a desenvolver um pensamento arborescente, com rupturas sucessivas e uma reorganização semântica contínua.

Por isso, é importante que alunos e professores levantem as principais questões relacionadas com a pesquisa: Qual é o objetivo da pesquisa e o nível de profundidade da pesquisa desejado? Quais são as “fontes confiáveis” para obter as informações? Como apresentar as informações pesquisadas e indicar as fontes de pesquisa nas referências bibliográficas? Como avaliar se a pesquisa foi realmente feita ou apenas copiada?

Umas das formas de analisar a credibilidade do conteúdo da pesquisa é verificar se ele está dentro de um portal educacional, no portal de uma universidade ou em outro espaço já reconhecido. E verificar também a autoria do artigo ou da reportagem.

Pensando mais nos usuários jovens e adultos, NILSEN (2003) propõe algumas características que uma página da WEB precisa apresentar para ser efetivamente lida e pesquisada:

– palavras-chave realçadas (links de hipertexto, tipo de fonte e cor funcionam como realce);

– sub-títulos pertinentes (e não “engraçadinhos”);

– listas indexadas;

– uma informação por parágrafo (os usuários provavelmente pularão informações adicionais, caso não sejam atraídos pelas palavras iniciais de um parágrafo);

– estilo de pirâmide invertida, que principia pela conclusão;

– metade do número de palavras (ou menos) do que um texto convencional. A credibilidade é importante para os usuários da WEB, porque nem sempre se sabe quem está por trás das informações nem se a página pode ser digna de confiança. Pode-se aumentar a credibilidade através de gráficos de alta qualidade, de um texto correto e de links de hipertexto apropriados. É importante colocar links que conduzam a outros sites, que comprovem que há pesquisa por trás e que deem sustentação para que os leitores possam checar as informações dadas.

Os usuários não valorizam as afirmações exageradas e subjetivas (tais como “o mais vendido”) tão predominante na WEB hoje em dia. Os leitores preferem dados precisos. Além disso, a credibilidade é afetada quando os usuários conseguem perceber o exagero.

Além do acesso aos grandes portais de busca e de referência na educação, uma das formas mais simples e interessantes de desenvolver pesquisa em grupo na Internet é o webquest, bastante desenvolvido hoje na educação básica e superior (presencial e a distância). É uma atividade de aprendizagem que aproveita a imensa riqueza de informações que, dia a dia, cresce na Web.

Em geral, uma Webquest é elaborada pelo professor, para ser solucionada pelos alunos, reunidos em grupos.

Resolver uma webquest é um processo de aprendizagem atraente, porque envolve pesquisa, leitura, interação, colaboração e criação de um novo produto a partir do material e ideias obtidas. A webquest propicia a socialização da informação: por estar disponível na Web, pode ser utilizada, compartilhada e até reelaborada por alunos e professores de diferentes partes do mundo. O problema da pesquisa não está na Internet, mas na maior importância que a escola dá ao conteúdo programático do que à pesquisa como eixo fundamental da aprendizagem.


* MORAN, José. Quanto mais informação, mais difícil é pesquisar. In: MORAN, José. A educação a distância, mais focada em pesquisa e colaboração. Disponível em http://www.eca.usp.br/prof/moran/site/ textos/educacao_online/pesquisa_e_colaboracao.pdf. Acesso em 24.03.18.

porandre

Conheça a Unifil – parceira da FATHEL

Tradicional universidade de Londrina, a UniFil completa 45 anos com visão contemporânea e estratégica sobre o ensino superior, sempre acompanhando a evolução tecnológica, as tendências de mercado e as oportunidades de trabalho diante da globalização.

A UniFil tem conceito 4 do Ministério da Educação no Índice Geral do Cursos (IGC), que analisa estrutura, corpo docente, projetos pedagógicos e desempenho dos alunos no Enade.

Criada em 1972, na época como Centro de Estudos Superiores de Londrina (Cesulon), passou à categoria de Centro Universitário Filadélfia em julho de 2001.

Oferece as modalidades de ensino presencial e a distância em cursos de Graduação, Pós-graduação, Tecnológicos e Ensino Técnico Profissionalizante.

Uma universidade se constrói com muito trabalho e visão estratégica do presente e do futuro das profissões. O Brasil, desde a estabilização da economia e o fortalecimento do País como um bom lugar para se investir, vem crescendo e aumentando as oportunidades para os jovens em diversos setores profissionais. A UniFil tem acompanhado as transformações educacionais, científicas, tecnológicas e de oportunidades no mercado de trabalho. É por isso que a instituição exerce o seu lema: na prática, muito mais experiência— afirma o Dr. Eleazar Ferreira – Reitor da instituição.

A UniFil sabe da importância de estar antenada com o futuro, de buscar a evolução que os novos tempos exigem de qualquer instituição de ensino superior realmente compromissada em formar cidadãos éticas e profissionais competente. Mediante diversas parcerias, tem se consolidado em vários Estados brasileiros, tornando as instituições como Polo e levando o que há de melhor em termos de Educação à distância.

A FATHEL tornou-se Polo da UNIFIL em cursos à distância desde o segundo semestre de 2017, no entanto, a parceria entre as duas instituições se estabeleceu desde 2004, totalizando 14 de trabalho em conjunto, sempre com a preocupação de levar programas de qualidade para o Estado de Mato Grosso do Sul.


* Para informações sobre a UniFil, clique aqui.

porandre

Conheça a Faculdade São Luis – parceira da FATHEL

A Faculdade de Educação São Luís foi fundada em agosto de 1972, em Jaboticabal. Com mais de 40 anos de experiência em Ensino Superior, oferecendo inicialmente cursos na área de Licenciatura: Matemática, Letras, Filosofia, História, Geografia e Pedagogia.

No período de 1999-2003, mantendo a sua vocação na formação de professores, adequou todas as licenciaturas às novas diretrizes curriculares, propostas pela LDB e implantou: Letras (Português/Espanhol) e Ciências Biológicas. Buscando atender às novas tendências do mercado de trabalho e a crescente demanda, a Faculdade de Educação São Luís lançou cursos de bacharelado em Direito, Administração, Secretariado Executivo Trilíngue (Português, Inglês e Espanhol), Sistemas de Informação, Comunicação Social (Publicidade e Propaganda) e Enfermagem.

Todos os cursos encontram-se reconhecidos, o que demonstra que a São Luís vem cumprindo todas as exigências do Ministério da Educação (MEC), sem perder de vista a sintonia com as necessidades do competitivo mercado de trabalho.

A experiência da Instituição na oferta de cursos de Pós-Graduação Lato Sensu data de 1993. Em 2000, obteve junto ao MEC o credenciamento para a oferta de cursos de Pós-Graduação Lato Sensu na área da educação utilizando a modalidade do Ensino a Distância, sendo a 1ª Instituição credenciada em Educação a distância no país.

A metodologia de educação a distância da Faculdade de Educação São Luis foi desenvolvida para que diferentes pessoas tenham acesso aos cursos de Pós-Graduação, primando pela qualidade no processo de aprendizagem e suporte acadêmico contínuo. Pelo sistema SÃO LUÍS EaD, é possível acessar todo conteúdo pela internet, pois o material é disponibilizado pelo portal de estudos: AVA – Ambiente Virtual de Aprendizagem. Porém, os alunos podem realizar os seus estudos sem a necessidade da internet, pois estudam com livros e DVDs escritos e gravados por Mestres e Doutores.

Estudar na São Luis EaD permite a mobilidade e a flexibilidade de horário para quem não possui disponibilidade de realizar cursos presenciais. Com a SÃO LUÍS EaD os estudantes podem manter-se atualizados perante o mercado de trabalho, pois possuem um material preparado por professores qualificados e renomados, desenvolvido com a mais moderna tecnologia à disposição do ensino a distância.

A FATHEL firmou parceria com a Faculdade São Luís no segundo semestre de 2017, com a oferta de pelo menos 98 Cursos de Pós-Graduação, sendo 68 cursos em Educação, 19 cursos de MBA e 11 cursos na área jurídica.


* Para informações sobre a Faculdade São Luis, clique aqui.

porandre

A pós-graduação certa para alavancar sua carreira

Com vagas de trabalho mais escassas, as especializações são mais valorizadas. O desafio é encontrar a pós que fará a diferença

Anos de crise são um bom momento para investir em educação. Com o mercado de trabalho estagnado, quem tem mais qualificação ganha vantagem na disputa pelas poucas vagas disponíveis. Mas é preciso ter cuidado antes de fazer a matrícula num curso de pós-graduação. Sem uma avaliação criteriosa tanto da própria carreira como do curso que se pretende fazer,  o investimento – de tempo e dinheiro – pode não valer a pena.

Para escolher a pós-graduação ideal, o primeiro passo é avaliar detalhadamente a própria carreira e aonde quer chegar. “No geral, existem dois caminhos que um profissional pode seguir”, diz Rafael Souto, CEO da consultoria de carreira Produtive. “Especializar-se na própria área ou buscar uma visão generalista”.

No primeiro caso, estão os profissionais que optam pela excelência dentro da área que atuam. O segundo caso são as pessoas que possuem uma especialidade e precisam desenvolver uma visão geral do negócio ou de algum tema que complemente seu conhecimento. Isso ocorre com engenheiros que chegam ao cargo de gestor, por exemplo. Os que fazem parte do segundo grupo são conhecidos como os profissionais com perfil em “T”. Eles desenvolvem uma base “vertical” de conhecimento sólido e especializado em uma área. Com essa base construída, forma-se a linha “horizontal” de conhecimentos gerais sobre todas as áreas de um negócio. “A base de especialização em uma área é fundamental”, diz Rafael. “Há tempos o mercado não valoriza o profissional que sabe de tudo um pouco, mas não sabe muito de nada”.

O primeiro passo na hora de escolher a pós-graduação é ter uma visão clara sobre em qual dessas etapas o profissional está: se ainda é hora de se especializar ou se já é tempo de adquirir conhecimentos gerais. […].

Etapa fundamental antes da matrícula é entender o que falta complementar: o lado técnico ou o de gestão

Depois de uma autoanálise da vida profissional, o segundo passo para a escolha da pós-graduação ideal é definir qual tipo de curso trará ao profissional o que ele busca. “Os mestrados e doutorados são mais valorizados no meio acadêmico e de pesquisa”, diz Carolina Linhares, presidente do Instituto Brasileiro de Carreira. “Já os MBAs chamam a atenção das empresas, desde que façam sentido na carreira”. O MBA clássico tem como objetivo desenvolver em seus participantes uma visão abrangente sobre negócios e gestão e é indicado para quem tem experiência profissional ou já ocupa um cargo de gestão. Para quem busca aprofundar-se em um assunto ou desenvolver uma habilidade específica, as especializações são mais recomendadas.

Não basta apenas escolher o curso certo. É preciso ter atenção na hora de definir a instituição na qual se matricular. […]. Existem alguns critérios que ajudam a avaliar a qualidade e a seriedade de um curso de pós-graduação. Fique atento ao corpo docente. Além dos títulos de mestrado e doutorado, é interessante que os professores tenham experiência prática no mercado de trabalho.

Um problema comum que afeta a qualidade de aprendizagem dos alunos de pós-graduação é a falta de tempo para estudar. Não adianta pagar a pós mais cara e reconhecida do mercado e não se dedicar aos estudos. O que se espera de um aluno de pós-graduação é que ele tenha uma atitude ativa e interessada, de querer aprender e aplicar seus conhecimentos na prática.  Para isso, é preciso organizar a vida pessoal e profissional. É essencial estabelecer qual horário será dedicado aos estudos e conversar com o chefe para garantir que estará livre no horário das aulas. O sucesso da escolha de uma pós-graduação depende não só da instituição e de seus professores, mas também do empenho do aluno.


* Matéria de autoria de Natália Spinacé. Disponível em https://epoca.globo.com/ideias/noticia/2016/06/pos-graduacao-certa-para-alavancar-sua-carreira.html. Acesso em 27.03.18.